O que é
Qual a aparência de um câncer de pele?
Um câncer de pele costuma aparecer como uma pinta, mancha, caroço ou ferida nova, que muda, cresce, sangra ou não vai embora.
O tipo mais comum é o carcinoma basocelular. Ele é um caroço firme, redondo e brilhante, às vezes com crosta no centro, no rosto ou em outra área de sol. O caroço é rosado ou avermelhado na pele clara e marrom ou preto na pele escura.
A semelhança com uma foto não diz se a lesão é câncer, nem se é melanoma. O exame do dermatologista diz se a lesão é suspeita, e a biópsia, quando ele a pede, confirma se é câncer.
Mostre ao dermatologista, o quanto antes, a pinta, mancha ou ferida nova, que muda, coça, sangra ou não cicatriza.
A aparência de cada tipo de câncer de pele
O que é câncer de pele
Câncer de pele é o crescimento anormal e descontrolado das células da pele. É o câncer mais frequente no Brasil.
Os tipos principais são o basocelular, o espinocelular e o melanoma.
Câncer de pele benigno, melanoma benigno e o que parece câncer mas não é
Não existe câncer de pele benigno nem melanoma benigno. Melanoma é sempre câncer.
O que existe são lesões benignas parecidas com câncer, como a pinta atípica e a ceratose seborreica. Só o exame do dermatologista, com a biópsia quando ele a pede, separa o benigno do maligno. Uma lesão de aparência benigna não dispensa o exame.
A ceratose seborreica é uma lesão benigna verrugosa, com jeito de cera colada na pele. Ela e o carcinoma basocelular escurecido podem ser confundidos com o melanoma. O melanoma é assimétrico, de borda irregular e de várias cores.
Leve a lesão em dúvida ao dermatologista. Ele examina a lesão, muitas vezes com o dermatoscópio, o aparelho com que o médico olha a lesão de perto. Se a dúvida continuar, ele retira a lesão para biópsia.
Não tente tirar a lesão em casa.
A ceratose seborreica e os cânceres com que se confunde
Tipos
Tipos de câncer de pele: basocelular, espinocelular e melanoma
Os tipos principais de câncer de pele são três:
- Carcinoma basocelular: o mais comum e o menos agressivo.
- Carcinoma espinocelular: o segundo mais comum.
- Melanoma: bem mais raro e o mais grave, porque se espalha mais.
Câncer de pele melanoma e não melanoma: a diferença
O câncer de pele não melanoma é o basocelular e o espinocelular. É o câncer mais frequente do Brasil e o que menos mata em proporção aos casos.
O melanoma nasce das células que dão cor à pele. É bem mais raro e mais grave.
Carcinoma basocelular: como aparece na pele
O carcinoma basocelular costuma ser um caroço firme, redondo e brilhante, ou uma ferida que não cicatriza. O caroço é rosado ou avermelhado na pele clara, e marrom ou preto na pele escura.
Em geral, o basocelular aparece na cabeça e no pescoço.
A ferida que não cicatriza e outras formas do basocelular
Carcinoma espinocelular ou de células escamosas: como aparece
O carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas, costuma aparecer de três formas:
- Mancha vermelha, áspera e que descama.
- Caroço firme em forma de cúpula, com crosta.
- Ferida que não cicatriza e sangra.
O espinocelular aparece sobretudo no rosto, nas orelhas e no couro cabeludo, e também nos braços e nas mãos.
O carcinoma espinocelular em forma de caroço com crosta
Melanoma e melanoma nodular: como aparecem na pele
O melanoma costuma ser uma pinta escura nova ou que muda de cor, forma ou tamanho.
O melanoma nodular é um caroço elevado e firme, que cresce rápido, sangra ou vira ferida. Ele pode não ter cor.
O melanoma nodular, um caroço que pode não ter cor
Tipos raros: carcinoma de Merkel, sarcomas e outros
Além dos três principais, há tipos raros de câncer de pele, que juntos são menos de 1% dos casos. Quase todo câncer de pele é de um dos três tipos principais.
Os tipos raros são:
- Carcinoma de Merkel: cresce rápido e se espalha cedo.
- Sarcomas: como o de Kaposi e o dermatofibrossarcoma.
- Linfoma de pele.
O carcinoma de Merkel e um sarcoma vistos na pele
Sintomas
Sinais de câncer de pele: como identificar desde o início
Desconfie da pinta, mancha, caroço ou ferida com um destes sinais:
- É nova.
- Muda de cor, forma ou tamanho.
- É diferente das outras.
- Coça ou sangra.
- Não cicatriza em quatro semanas.
Câncer de pele não é só a pinta escura da regra do ABCDE. A maioria aparece como caroço rosado, mancha áspera ou ferida que não sara. Há melanomas pequenos, simétricos e sem cor.
A regra do ABCDE (assimetria, borda, cor, diâmetro e evolução) reúne cinco sinais da pinta suspeita:
- Metade diferente da outra.
- Borda irregular.
- Mais de uma cor.
- Tamanho maior que 6 milímetros.
- Mudança com o tempo.
Examine a própria pele todo mês, com espelho e boa luz, e procure o dermatologista logo que notar um desses sinais, sem esperar a consulta de rotina.
A pinta comum e os sinais da regra do ABCDE
Manchas de câncer de pele: vermelhas, escuras ou brancas
Em qualquer cor, o sinal que importa é a mancha mudar ou não sarar. Cada cor faz pensar em tipos diferentes:
- Mancha vermelha e áspera: pode ser carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular ou ceratose actínica, uma lesão de sol que pode virar câncer.
- Mancha escura: pode ser melanoma.
- Mancha branca ou parecida com cicatriz: pode ser carcinoma basocelular ou, raramente, melanoma sem cor.
Isso não quer dizer que mancha branca costuma ser câncer.
Três manchas de câncer de pele, uma de cada cor
Pinta ou câncer de pele: como diferenciar
No adulto, a pinta comum é pequena, simétrica, de borda regular, de uma cor só e não muda.
Desconfie da pinta com um destes sinais:
- Assimétrica.
- Borda irregular.
- Várias cores.
- Maior que 6 milímetros.
- Diferente das outras.
- Muda.
A pinta que "virou uma verruga" é uma pinta que mudou, e a pinta que muda precisa ser examinada.
Como é a bolinha do câncer de pele?
A bolinha do câncer de pele costuma ser um caroço firme, redondo e brilhante. Ela é rosada, da cor da pele ou escura.
A bolinha cresce e pode sangrar ou fazer crosta. A bolinha parecida com espinha que cresce, sangra ou faz casquinha precisa ser examinada.
Se a bolinha cresce rápido, mostre logo ao médico.
Ferida que não cicatriza, sangra ou descama
A ferida que não cicatriza em quatro semanas, que sangra com facilidade ou que descama pode ser câncer de pele, sobretudo no rosto, no pescoço e nas orelhas.
Essa ferida precisa ser examinada pelo dermatologista.
Câncer de pele coça ou dói?
Câncer de pele pode coçar ou doer, mas muitas vezes não dá sintoma nenhum. No melanoma, coceira e dor são menos comuns.
O fato de a lesão não doer não afasta o câncer de pele. A pinta que não coça nem dói também precisa ser examinada quando é nova, muda, sangra ou não cicatriza.
Como fica a lesão de câncer de pele que coça
Câncer de pele no braço e em outras partes do corpo
O câncer de pele pode surgir em qualquer parte do corpo. Ele aparece mais na pele muito exposta ao sol, como cabeça, pescoço, braços e mãos, e às vezes em lugares como a unha e os genitais.
O carcinoma espinocelular do braço e da mão aparece como mancha áspera, caroço em forma de cúpula ou ferida. O carcinoma basocelular do nariz é rosado na pele clara e marrom ou escuro na pele morena.
Examine a pele do corpo todo, braços, mãos e lugares sem sol incluídos. Procure um dermatologista logo que notar uma lesão nova, que muda, sangra ou não cicatriza em quatro semanas.
O espinocelular do braço e o basocelular do nariz
Câncer de pele em pele negra
Pele negra também tem câncer de pele, embora mais raramente. O melanoma da pele negra aparece mais nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e nas unhas.
Nos Estados Unidos, o câncer de pele em pele negra costuma ser achado mais tarde, e o tipo mais comum é o espinocelular.
Onde o melanoma aparece mais na pele negra
Câncer de pele em crianças e jovens
Câncer de pele em crianças e jovens é raro, mas existe. O melanoma da criança costuma ser elevado e pode ser de uma cor só, às vezes rosado. Ele pode sangrar ou coçar.
As pintas comuns crescem com a criança. O nevo de Spitz é uma pinta benigna que se parece com o melanoma.
Proteja a criança do sol desde bebê, com roupa, sombra e, a partir dos seis meses, protetor.
Leve ao dermatologista a pinta da criança com um destes sinais:
- Cresce rápido.
- Sangra.
- Parece diferente das outras.
- É muito grande.
As pintas da criança ao lado do melanoma
Causas e risco
O que causa o câncer de pele e quem tem mais risco
A principal causa do câncer de pele é a radiação ultravioleta do sol e do bronzeamento artificial.
O risco é maior para quem tem:
- Pele, olhos e cabelos claros.
- Queimaduras de sol no passado.
- Muitas pintas.
- Casos na família.
- Imunidade baixa.
Protetor solar e tatuagem: o que se sabe sobre câncer de pele
O protetor solar faz parte da prevenção, mas sozinho não basta. Passar protetor não quer dizer estar protegido, porque o protetor é só uma parte da proteção.
Não há prova de que tatuagem cause câncer de pele. A tatuagem preocupa sobretudo por esconder pintas e manchas.
Os cuidados são estes:
- Use protetor de FPS 30 ou mais em toda a pele descoberta.
- Reaplique o protetor a cada duas horas quando estiver ao ar livre.
- Some sombra e roupa ao protetor.
- Mostre a pele ao dermatologista antes de tatuar e deixe as pintas sem tinta.
Câncer de pele pega?
Não. Câncer de pele não passa de uma pessoa para outra pelo contato. Os cânceres ligados a vírus também não passam.
Como prevenir o câncer de pele
A prevenção do câncer de pele é a proteção contra o sol:
- Evite o sol forte das 10h às 16h.
- Fique na sombra.
- Use roupa, chapéu, óculos e protetor solar todos os dias.
- Não faça bronzeamento artificial.
- Observe a sua pele.
Câncer de pele no Brasil: quantos casos
A estimativa para cada ano de 2026 a 2028 é de cerca de 263 mil casos novos de câncer de pele não melanoma, o câncer mais comum do país. O melanoma tem cerca de 9 mil casos novos por ano.
O tipo mais grave é, portanto, bem mais raro que os outros.
Como é diagnosticado
Como o médico confirma: exame da pele, dermatoscopia e biópsia
Só a biópsia, com o exame ao microscópio, confirma se é câncer e de que tipo. O dermatologista examina a pele, muitas vezes com o dermatoscópio, e decide se precisa de biópsia.
A confirmação segue esta ordem:
- Exame a olho nu: o médico examina a pele.
- Dermatoscopia: o médico olha a lesão de perto, com o dermatoscópio encostado na pele.
- Biópsia: o médico retira um pequeno pedaço de pele, que segue para o laboratório.
Os passos da confirmação, do exame da pele à biópsia
Consulta e biópsia pelo SUS ou pelo plano de saúde
Pelo SUS, comece na unidade básica de saúde, que encaminha ao especialista.
O plano de saúde é obrigado a cobrir:
- Consulta.
- Dermatoscopia.
- Biópsia de pele.
- Exame do material retirado.
Essa cobertura vale para planos contratados a partir de 1999 ou adaptados à lei. O mapeamento do corpo inteiro com o dermatoscópio fica de fora.
Como é tratado
Tratamento do câncer de pele, em resumo
O tratamento principal de quase todo câncer de pele é a cirurgia, que retira a lesão com uma margem de pele sadia.
Outras técnicas e remédios ficam para casos escolhidos ou avançados.
Fotos de cirurgia de câncer de pele: antes e depois
Depois da retirada fica sempre uma cicatriz. Ela leva mais de um ano para amadurecer e, na maioria das vezes, fica pouco visível.
Quando a ferida deixada pela retirada é grande, ela pode pedir retalho, que é a pele vizinha puxada para cobrir, ou enxerto, que é a pele tirada de outro lugar.
A lesão antes da cirurgia e a cicatriz depois
Evolução e prognóstico
Câncer de pele avançado e metástase: como fica
Sem tratamento, o câncer de pele pode crescer em profundidade, virar ferida que sangra e atingir músculo, osso e nervos.
Quando se espalha, o que se chama metástase, o câncer de pele vai aos gânglios próximos. O melanoma pode chegar também ao pulmão, ao fígado, aos ossos e ao cérebro.
O melanoma é o tipo que mais se espalha e é bem mais raro que os outros. Mostre ao dermatologista, o quanto antes, a pinta, mancha ou ferida nova, que muda, sangra ou não cicatriza.
Como fica o câncer de pele que cresceu sem tratamento
Quando procurar um médico
Qual médico procurar e quando marcar a consulta
O médico a procurar é o dermatologista. Marque a consulta logo que notar pinta nova ou que muda, ou ferida que não cicatriza em quatro semanas.
Sem sintoma, recomenda-se um exame da pele por ano com o dermatologista. Essa revisão periódica importa sobretudo para quem tem risco alto, como quem já teve melanoma ou tem casos na família.