O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e no mundo. Apesar de sua alta incidência, o prognóstico costuma ser excelente quando o diagnóstico é precoce e a remoção do câncer de pele é feita com precisão por profissionais especializados.
Se você ou alguém próximo recebeu esse diagnóstico, ou está em investigação de uma lesão suspeita, este artigo explica em detalhes como funciona o tratamento cirúrgico, quais os tipos de câncer de pele mais comuns e por que, em determinadas regiões do corpo, o acompanhamento com um cirurgião de cabeça e pescoço pode ser decisivo para o sucesso do tratamento.
O que é câncer de pele?
O câncer de pele ocorre quando células da pele passam a se multiplicar de forma anormal, formando tumores. Ele pode surgir em qualquer parte do corpo, mas é mais comum em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, braços e dorso das mãos.
Os três tipos mais frequentes são:
- Carcinoma basocelular (CBC): mais comum, em geral menos agressivo.
- Carcinoma espinocelular (CEC): pode infiltrar tecidos mais profundos.
- Melanoma: o tipo mais grave, com alto risco de metástase.
Quando a remoção do câncer de pele é indicada?
A remoção câncer de pele é indicada sempre que há confirmação ou forte suspeita de malignidade em uma lesão cutânea.
Os sinais de alerta incluem:
- Manchas que crescem ou mudam de cor rapidamente
- Feridas que não cicatrizam
- Lesões que sangram com facilidade
- Pintas assimétricas, com bordas irregulares ou várias cores
- Caroços duros na pele, especialmente se aumentam de tamanho
A decisão pela remoção cirúrgica pode ser tomada após:
- Avaliação clínica
- Dermatoscopia
- Biópsia
- Exames de imagem (em casos avançados)
Qual médico realiza a cirurgia?
De forma geral, dermatologistas são os profissionais que realizam a maioria das remoções simples. No entanto, quando o tumor está localizado na face, orelhas, lábios, nariz, olhos ou pescoço, o ideal é que o procedimento seja realizado por um cirurgião de cabeça e pescoço.
Esse especialista possui formação específica para atuar em áreas anatomicamente delicadas, com preocupação funcional e estética.
Como é feita a remoção do câncer de pele?
A técnica cirúrgica depende do tipo, tamanho e localização do tumor. Veja as abordagens mais comuns:
1. Excisão simples com margem de segurança
- Retirada do tumor com uma borda de pele saudável ao redor.
- Técnica padrão para CBC e CEC localizados.
2. Cirurgia micrográfica de Mohs
- Técnica especializada em que o tumor é removido camada por camada, analisando-se cada uma no microscópio até não restarem células cancerígenas.
- Ideal para áreas nobres do rosto e tumores recidivantes.
3. Ressecção ampliada
- Remoção mais extensa, quando o câncer infiltra tecidos profundos (como ossos ou cartilagens).
- Pode ser necessário reconstrução com enxertos ou retalhos.
Todas as cirurgias buscam com reconstrução com o melhor resultado estético, se possível.
- Em áreas visíveis, a preocupação estética é essencial.
- O cirurgião pode realizar suturas especiais ou técnicas reconstrutivas para minimizar cicatrizes, como um cirurgião plástico. Durante o treinamento de Cirurgião de Cabeça e Pescoço, há ênfase em técnicas reconstrutivas de Cirurgia Plástica.
Como é o pós-operatório?
O tempo de recuperação varia conforme a técnica utilizada:
- Atividades leves: 3 a 7 dias
- Remoção de pontos: entre 7 e 14 dias
- Avaliação de cicatrização: em até 30 dias
- Retorno à exposição solar: com proteção, após 30 dias
- Acompanhamento oncológico: conforme tipo e estadiamento do tumor
A dor costuma ser leve e controlada com analgésicos simples. Compressas frias podem ajudar a reduzir inchaço.
E se o tumor for maligno e profundo?
Em casos de melanoma ou tumores infiltrativos, pode haver necessidade de:
- Esvaziamento cervical (remoção de linfonodos)
- Radioterapia adjuvante
- Imunoterapia ou quimioterapia, especialmente em melanomas metastáticos
A presença de nódulo no pescoço ou caroços endurecidos deve sempre ser investigada com atenção.
Qual o risco de recidiva?
A chance de recidiva depende de:
- Tipo do tumor
- Margem de segurança da cirurgia
- Localização
- Tempo entre aparecimento e diagnóstico
- Fatores genéticos
Pacientes com histórico de câncer de pele devem manter acompanhamento contínuo, evitar exposição solar sem proteção e monitorar novas lesões.
Sobre o Dr. Stéfano Fiúza – Especialista em tumores cutâneos na face e pescoço
O Dr. Stéfano Fiúza é cirurgião de cabeça e pescoço, referência no tratamento de tumores de pele em áreas delicadas como nariz, orelhas, lábios e mandíbula. Seus atendimentos incluem exames como ultrassonografia e, caso necessário, biópsia, oferecendo agilidade e precisão diagnóstica já no primeiro contato.
Conclusão: a remoção do câncer de pele salva vidas e preserva sua qualidade de vida
A remoção câncer de pele é um procedimento essencial para conter a progressão da doença, aliviar sintomas e preservar a saúde do paciente. Quanto antes for diagnosticado e tratado, maiores as chances de cura com mínima sequela.
👉 Se você identificou uma lesão suspeita ou tem histórico familiar de câncer de pele, não adie sua avaliação. Especialmente para tumores da face, pescoço ou couro cabeludo, o cirurgião de cabeça e pescoço é o profissional mais qualificado para atuar com precisão, segurança e sensibilidade estética.
A prevenção é sempre o melhor caminho — mas quando a remoção é necessária, escolha um especialista.