Parotidectomia: o que é, quando é indicada e como é o pós-operatório

A parotidectomia é um termo técnico que pode causar medo e insegurança à primeira vista. No entanto, trata-se de uma cirurgia cada vez mais comum, segura e eficaz, indicada principalmente para a remoção de nódulos, tumores ou inflamações persistentes na glândula parótida — a maior glândula salivar do corpo humano.

Se você recebeu essa indicação ou está investigando um nódulo na lateral do rosto, este artigo é para você. A seguir, explicamos em detalhes o que é a parotidectomia, suas indicações, técnicas, riscos e como funciona o processo de recuperação.


O que é a parotidectomia?

A parotidectomia é a cirurgia realizada para remover parcial ou totalmente a glândula parótida, localizada na lateral do rosto, próxima à orelha.

Ela é indicada quando há presença de:

  • Nódulo na parótida
  • Tumores benignos ou malignos
  • Cistos de crescimento progressivo
  • Inflamações crônicas (sialadenites)
  • Dor ou inchaço recorrente sem resposta ao tratamento clínico

O principal objetivo da parotidectomia é eliminar o problema mantendo a função motora do rosto, especialmente com a conservação do nervo facial. Aqui está a arte desta cirurgia.


Onde fica a glândula parótida?

Entender onde fica a glândula parótida ajuda a compreender os sintomas e a importância da cirurgia. Ela está localizada logo à frente da orelha, entre a pele e o osso da mandíbula. A parótida participa da produção de saliva, essencial para digestão, proteção bucal e lubrificação da boca.

Ela envolve 100% do tronco do nervo facial, o que torna qualquer procedimento nessa região delicado e requer atuação de um especialista com profundo conhecimento anatômico.


Quais os tipos de parotidectomia?

Existem diferentes tipos de parotidectomia, definidos com base na extensão da cirurgia e localização da lesão. Veja os principais:

1. Parotidectomia parcial (superficial)

  • Apenas a parte superficial da glândula é removida.
  • Indicada em casos de tumores benignos.
  • Parotidectomia parcial com conservação do nervo facial é a técnica preferida quando possível.

2. Parotidectomia total

  • Retirada completa da glândula.
  • Indicada em casos de tumores malignos ou quando o nódulo afeta a porção profunda da parótida.

3. Parotidectomia radical

  • Além da glândula, há necessidade de remover parte ou todo o nervo facial.
  • Realizada em casos de câncer avançado, em que o tumor já invadiu estruturas nobres e já há paralisia pré operatória.

A decisão sobre qual técnica utilizar depende do diagnóstico clínico, exames de imagem e avaliação do cirurgião.


Quando a parotidectomia é indicada?

A cirurgia costuma ser indicada nos seguintes casos:

  • Tumores benignos (adenoma pleomórfico, tumor de Warthin)
  • Câncer de glândula salivar
  • Nódulos de crescimento progressivo
  • Inflamações recorrentes e refratárias ao tratamento
  • Comprometimento funcional ou estético da região parotídea

É fundamental diferenciar os casos benignos dos malignos por meio de exames como ultrassonografia e, em alguns casos, ressonância magnética. A PAAF é indicada em alguns casos, apenas.


Quais os sintomas que podem indicar a necessidade da cirurgia?

Fique atento se apresentar:

  • Inchaço persistente ou recorrente na lateral do rosto
  • Dor ao mastigar
  • Sensação de nódulo sob a pele
  • Assimetria facial
  • Diminuição da salivação ou boca seca
  • Tumor parótida sintomas, como endurecimento e crescimento rápido
  • Alterações nos movimentos faciais (em casos avançados)

A avaliação deve ser feita por um cirurgião de cabeça e pescoço, que é o especialista mais indicado para diagnóstico e conduta.


Como é a cirurgia?

A parotidectomia é realizada sob anestesia geral, com tempo médio de 1 a 2 horas, dependendo da complexidade do caso.

Durante o procedimento:

  1. É feita uma incisão na região pré-auricular (em frente à orelha), podendo se estender até o pescoço.
  2. O cirurgião isola e preserva o nervo facial, responsável pelos movimentos da face.
  3. A glândula (ou parte dela) é removida cuidadosamente.
  4. Um dreno pode ser colocado para evitar acúmulo de secreção.
  5. A incisão é fechada com pontos estéticos, como em um face lifting de cirurgia plástica.

O que é monitoramento do nervo facial?

Em centros especializados, a cirurgia pode contar com monitoramento intraoperatório do nervo facial, um recurso tecnológico que permite mapear a função dos ramos do nervo em tempo real. Isso reduz o risco de paresia (fraqueza) ou paralisia temporária no pós-operatório.


Como é o pós-operatório da parotidectomia?

A recuperação costuma ser tranquila, mas exige alguns cuidados. Entre eles:

  • Internação por 24 a 48 horas
  • Uso de dreno por 1 a 2 dias
  • Repouso relativo na primeira semana
  • Cuidados com a cicatriz e curativo
  • Fisioterapia em casos de paresia leve
  • Acompanhamento com exames de imagem (em caso de câncer) após a cicatrização, em média de 4 em 4 meses.

A maioria dos pacientes retorna às atividades leves entre 7 e 10 dias após a cirurgia.


Quais os riscos da parotidectomia?

Embora seja um procedimento seguro nas mãos de especialistas, a cirurgia pode apresentar alguns riscos:

  • Paresia ou paralisia temporária do nervo facial
  • Hematoma ou seroma (acúmulo de líquido)
  • Infecção local
  • Cicatriz visível (geralmente discreta)
  • Fístula salivar (rara)
  • Perda de sensibilidade na pele da orelha.
  • Dor ao mastigar

Esses riscos são reduzidos quando a cirurgia é realizada por profissionais experientes.


A parotidectomia afeta a produção de saliva?

Na maioria dos casos, não. As glândulas submandibular e sublingual continuam funcionando normalmente, garantindo uma produção salivar suficiente para as funções diárias. Somente em remoções muito extensas ou bilaterais pode haver redução perceptível da salivação.


Sobre o Dr. Stéfano Fiúza – Especialista em parotidectomia no RJ

O Dr. Stéfano Fiúza é cirurgião de cabeça e pescoço, com formação no INCA e especialização em cirurgia robótica, endoscópica e minimamente invasiva. Atua em Ipanema (RJ), onde realiza atendimentos com exames como ultrassonografia com doppler e laringoscopia já inclusos na consulta. É referência no diagnóstico e tratamento de tumores da parótida, com foco na conservação do nervo facial e recuperação funcional do paciente.


Conclusão: parotidectomia é uma cirurgia segura nas mãos certas

A parotidectomia é o procedimento indicado para tratar alterações da glândula parótida que não respondem a tratamentos clínicos ou apresentam risco de complicações. Apesar de envolver estruturas nobres como o nervo facial, é uma cirurgia segura, com excelentes resultados quando realizada por especialistas.

👉 Se você notou um caroço no rosto, dor recorrente ou recebeu diagnóstico de nódulo salivar, procure um cirurgião de cabeça e pescoço para uma avaliação precisa. O diagnóstico precoce faz toda a diferença para preservar sua saúde e qualidade de vida.

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