Tudo sobre a glândula submandibular: função, problemas e tratamentos

Você já sentiu um inchaço repentino logo abaixo do queixo, especialmente antes ou durante as refeições? Esse sintoma, muitas vezes acompanhado de dor, pode indicar alguma alteração na glândula submandibular. Embora pouco falada no dia a dia, essa estrutura desempenha um papel vital na nossa saúde bucal e digestiva.

Localizada na parte superior do pescoço, protegida pela mandíbula, ela é responsável por uma grande parte da produção de saliva que lubrifica a boca. Quando algo interfere no seu funcionamento, o desconforto é imediato e pode impactar significativamente a qualidade de vida. Por isso, entender seus sinais é o primeiro passo para buscar o tratamento correto.

Neste artigo, vamos explicar exatamente o que é essa glândula, quais as doenças mais comuns que a afetam e quais as opções modernas de tratamento. Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas e saber quando procurar um especialista.

O que é e qual a função dessa glândula?

O corpo humano possui três pares de glândulas salivares maiores: as parótidas (próximas à orelha), as sublinguais (abaixo da língua) e as submandibulares. A glândula submandibular está situada na região lateral do pescoço, logo abaixo do osso da mandíbula.

Sua função primordial é a produção e secreção de saliva. Diferente das outras, ela produz um tipo de saliva mais viscosa e rica em proteínas, essencial para a lubrificação dos alimentos e para o início da digestão. Além disso, esse fluido protege os dentes contra cáries e mantém a mucosa da boca saudável.

Curiosamente, a glândula submandibular é responsável por cerca de 65% da saliva que produzimos quando não estamos comendo (em repouso). Portanto, qualquer obstrução ou inflamação nessa área é rapidamente percebida pelo paciente, seja pela boca seca ou pela dor local.

Principais problemas que afetam a região

Diversas condições podem comprometer o funcionamento dessas glândulas. É fundamental diferenciar problemas passageiros de situações que exigem intervenção médica especializada.

Sialolitíase (Pedras na glândula)

Esta é a causa mais comum de inchaço na região. Ocorre quando minerais da saliva se cristalizam, formando um cálculo (ou pedra) que bloqueia o canal de saída da saliva. Quando você come, a glândula produz saliva, mas, como o canal está entupido, ela incha e dói. Para entender melhor essa condição específica, leia nosso artigo sobre pedra salivar.

Sialoadenite (Infecção)

Muitas vezes consequência da pedra salivar ou de má higiene oral, a sialoadenite é uma infecção bacteriana ou viral da glândula. Ela provoca dor intensa, vermelhidão na pele do pescoço, febre e, em alguns casos, saída de pus por dentro da boca.

Tumores (Benignos e Malignos)

Embora menos frequentes que nas parótidas, tumores podem surgir na glândula submandibular. Cerca de 50% dos nódulos encontrados nesta glândula podem ser malignos, o que exige uma investigação rápida e precisa. Diferenciar um tumor de um linfonodo inflamado é crucial. Veja mais sobre como identificar alterações em linfonodos pescoço.

Sintomas de alerta: quando se preocupar

O corpo costuma dar sinais claros de que algo não vai bem com o sistema salivar. Fique atento aos seguintes sintomas:

  • Inchaço sob a mandíbula: Pode ser constante ou aparecer apenas durante as refeições (o que sugere obstrução por cálculo).
  • Dor local: Sensação de pressão ou cólica na região do pescoço ao mastigar, principalmente alimentos ácidos
  • Boca seca: Diminuição perceptível da saliva.
  • Gosto ruim na boca: Pode indicar infecção com drenagem de secreção purulenta.
  • Nódulo endurecido: A presença de uma massa palpável e indolor que cresce progressivamente deve ser avaliada imediatamente por um médico.

Se você notar qualquer um desses sinais, evite a automedicação. O uso de antibióticos sem necessidade ou remédios caseiros pode mascarar o problema real e atrasar o diagnóstico.

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Como é feito o diagnóstico preciso

A avaliação da glândula submandibular começa com um exame físico detalhado. O especialista palpa o pescoço e examina o interior da boca para verificar o fluxo de saliva e a presença de cálculos visíveis ou palpáveis.

Para confirmar a suspeita clínica, a ultrassonografia é um grande aliado. No consultório do Dr. Stéfano Fiúza, a ultrassonografia já costuma ser realizada durante a própria consulta. Isso agiliza o diagnóstico, permitindo visualizar pedras, cistos, inflamações ou nódulos sólidos em tempo real.

Outros exames de imagem, como tomografia ou ressonância, podem ser solicitados para planejamento cirúrgico, se necessário, o que diminui a necessidade da realização de PAAF (punção aspirativa por agulha fina – biopsia).

Tratamentos: conservadores e cirúrgicos

O tratamento depende inteiramente da causa do problema. Felizmente, nem todo caso de inchaço na glândula submandibular termina em cirurgia.

  1. Tratamento Conservador: Para cálculos pequenos e inflamações leves, a recomendação geralmente envolve hidratação intensa, massagem na glândula, calor local e o uso de sialogogos (alimentos ácidos que estimulam a salivação) para tentar expelir a pedra naturalmente.
  2. Sialendoscopia: Uma técnica moderna e minimamente invasiva onde uma microcâmera entra pelo canal da saliva para retirar pedras ou desobstruir estenoses, sem cortes no pescoço. O Dr. Stéfano fez treinamento em Madrid, Espanha, para realizar esta técnica no Brasil.
  3. Cirurgia (Exérese da Glândula): Indicada para cálculos muito grandes, infecções crônicas recorrentes que atrofiaram a glândula ou suspeita de tumores. A remoção da glândula não causa boca seca permanente, pois as outras glândulas compensam a produção.

A escolha da melhor abordagem deve ser feita por um cirurgião de cabeça e pescoço, que avaliará os riscos e benefícios de cada método para o seu caso específico.

De acordo com estudos e diretrizes de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, o diagnóstico precoce de nódulos em glândulas salivares aumenta significativamente as chances de tratamentos menos agressivos e cura.

Conclusão

A glândula submandibular é pequena, mas problemas nela podem causar grandes transtornos. Desde uma simples “pedra” que causa dor ao comer até nódulos que precisam de investigação oncológica, a atenção aos sinais do corpo é fundamental. A boa notícia é que, com a tecnologia atual, o diagnóstico é rápido e as opções de tratamento são cada vez mais seguras e eficazes.

Se você está sentindo desconforto na região do pescoço ou notou algum inchaço anormal, o Dr. Stéfano Fiúza pode ajudar. Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, ele atende em Ipanema e Petrópolis, Rio de Janeiro, oferecendo uma abordagem completa que inclui ultrassonografia no consultório e tratamentos minimamente invasivos. Para agendar sua consulta e tirar dúvidas, entre em contato via WhatsApp pelo número (21) 99402-4000 ou acompanhe as novidades e dicas de saúde no Instagram @drstefanofiuza.

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